III PDC das Férias. Curso de Design em Permacultura, Canoa Quebrada – Ceará – 2012

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Saudações,

Venho convidar a tod@s a participarem do III Curso de Design em Permacultura – PDC de férias!!!!!
Nas versões anteriores, nos anos de 2010 e 2011 o PDC foi realizado na Serra da Meruoca. Por vários motivos decidimos não organizar esse ano, mas a vontade é enorme de ter as férias com um momento de aprendizado, conexões com pessoas e com o todo, novas amizades, vivenciando durante 9 dias intensamente momentos permaculturais. Temos isso como objetivo de fazer todo ano.
E nesse ano, 2012, dois companheir@s nossos que realizaram o PDC no ano passado se articularam e assumiram a continuidade do PDC de Férias. O casal Fábio Porto e Ana Nobre estão levando esse ano o III PDC para Canoa Quebrada, Aracati. No litora leste do Ceará, será realizado na ecoaldeia e a parte do Design será na comunidade local do Estevão, que passa por sério problemas ambientais.
Peço-lhes que nos ajudem a divulgar indicando amigos ou que possam participar desse belo curso que tem como finalidade (re) integrar o ser humano com a natureza, proporcionando uma vivência ecológica na prática através de um design que considere os aspectos ambientais na construção de assentamentos humanos sustentáveis.
Mais informações vejam o cartaz e entrem em contato.
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Cavando a cova com a boca: o veneno em nossas mesas.

01/05/2012 – 07h00 / Atualizada 01/05/2012 – 07h00

Um terço dos alimentos consumidos pelos brasileiros está contaminado por agrotóxicos

Fabíola Ortiz
Do UOL, no Rio de Janeiro

Há três anos o Brasil ocupa o primeiro lugar no ranking de consumo de agrotóxicos no mundo. Um terço dos alimentos consumidos cotidianamente pelos brasileiros está contaminado pelos agrotóxicos, segundo alerta feito pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), em dossiê lançado durante o primeiro congresso mundial de nutrição que ocorre no Rio de Janeiro, o World Nutrition Rio 2012, que termina nesta terça-feira (1º).

O documento destaca que, enquanto nos últimos dez anos o mercado mundial de agrotóxicos cresceu 93%, o brasileiro aumentou 190%. Em 2008, o Brasil ultrapassou os Estados Unidos e assumiu o posto liderança, representando uma fatia de quase 20% do consumo mundial de agrotóxicos e movimentando, só em 2010, cerca de US$ 7,3 bilhões – mais que os EUA e a Europa.

A primeira parte do dossiê da Abrasco  faz um alerta sobre os impactos dos agrotóxicos na saúde e na segurança alimentar. A segunda parte, com enfoque no desenvolvimento e no meio ambiente, terá seu lançamento durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, e na Cúpula dos Povos na Rio+20, em junho, no Rio de Janeiro.

Segundo um dos coordenadores do estudo, Fernando Carneiro, chefe do departamento de Saúde Coletiva da UnB (Universidade de Brasília), “o dossiê é uma síntese de evidências científicas e recomendações políticas”.

“A grande mensagem do dossiê  é que o Brasil conquistou o patamar de maior consumidor de agrotóxicos do mundo. Queremos vincular a ciência à tomada de decisão política”, disse Carneiro ao UOL.

Soja é o que mais demanda agrotóxico

Segundo dados da Anvisa e da UFPR compilados pelo dossiê, na última safra (2º semestre de 2010 e o 1º semestre de 2011), o mercado nacional de venda de agrotóxicos movimentou 936 mil toneladas de produtos, sendo e 246 mil toneladas importadas.

Em 2011 houve um aumento de 16% no consumo que alcançou uma receita de US$ 8,5 bilhões. As lavouras de soja, milho, algodão e cana-de-açucar representam juntas 80% do total das vendas do setor.

Na safra de 2011 no Brasil, foram plantados 71 milhões de hectares de lavoura temporária (soja, milho, cana, algodão) e permanente (café, cítricos, frutas, eucaliptos), o que corresponde a cerca de 853 milhões de litros de agrotóxicos pulverizados nessas lavouras, principalmente de herbicidas, fungicidas e inseticidas. O consumo em média por hectare nas lavouras é de 12 litros por hectare e exposição média ambiental de 4,5 litros de agrotóxicos por habitante, segundo o IBGE (Instituo Brasileiro de Geografia e Estatística).

Segundo o dossiê, a soja foi o cultivo que mais demandou agrotóxico – 40% do volume total de herbicidas, inseticidas, fungicidas e acaricidas. Em segundo lugar no ranking de consumo está o milho com 15%, a cana e o algodão com 10%, depois os cítricos com 7%, e o café, trigo e arroz com 3% cada.

Maior concentração em hortaliças

Já para a produção de hortaliças, em 2008, segundo a FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura), o consumo de fungicidas atingiu uma área potencial de aproximadamente 800 mil hectares, contra 21 milhões de hectares somente na cultura da soja.

“Isso revela um quadro preocupante de concentração no uso de ingrediente ativo de 22 fungicidas por área plantada em hortaliças no Brasil, podendo chegar entre 8 a 16 vezes mais agrotóxico por hectare do que o utilizado na cultura da soja, por exemplo”, alerta o dossiê.

Numa comparação simples, o estudo estima que a concentração de uso de ingrediente ativo de fungicida em soja no Brasil, no ano de 2008, foi de 0,5 litro por hectare, bem inferior à estimativa de quatro a oito litros por hectare em hortaliças, em média. “Pode-se constatar que cerca de 20% da comercialização de ingrediente ativo de fungicida no Brasil é destinada ao uso em hortaliças”, destaca o estudo da Abrasco.

Riscos para a saúde

O dossiê revela ainda evidências científicas relacionadas aos riscos para a saúde humana da exposição aos agrotóxicos por ingestão de alimentos. Segundo Fernando Carneiro, o consumo prolongado de alimentos contaminados por agrotóxico ao longo de 20 anos pode provocar doenças como câncer, malformação congênita, distúrbios endócrinos, neurológicos e mentais.

Um fato alarmante foi a constatação de contaminação de agrotóxico no leite materno, afirmou. Para o cientista, não se sabe ainda ao certo as consequências para um recém-nascido ou um bebê que está em fase inicial de formação. “Uma criança é altamente vulnerável para esses compostos químicos. Isso é uma questão ética, se vamos nos acostumar com o nível de contaminação do agrotóxico”, criticou.

Parte dos agrotóxicos utilizados tem a capacidade de se dispersar no ambiente, e outra parte pode se acumular no organismo humano, inclusive no leite materno, informa o relatório. “O leite contaminado ao ser consumido pelos recém-nascidos pode provocar agravos a saúde, pois os mesmos são mais vulneráveis à exposição a agentes químicos presentes no ambiente, por suas características fisiológicas e por se alimentar, quase exclusivamente, com o leite materno até os seis meses”, destaca o estudo.

Recomendações

O dossiê da Abrasco formula 10 princípios e recomendações para evitar e reduzir o consumo de agrotóxicos nos cultivos e na alimentação do brasileiro. Carneiro defende a necessidade de se realizar uma “revolução alimentar e ecológica”.

Segundo o IBGE, cerca de 70 milhões de brasileiros vivem em estado de insegurança alimentar e nutricional, sendo que  90% desta população consume frutas, verduras e legumes abaixo da quantidade recomendada para uma alimentação saudável. A superação deste problema, de acordo com o dossiê, é o desenvolvimento do modelo de produção agroecológica.

Carneiro e sua equipe composta por seis pesquisadores defendem a ampliação de fontes de financiamento para pesquisas, assim como a implantação de uma Política Nacional de Agroecologia em detrimento ao financiamento público do agronegócio e o fortalecimento das políticas de aquisição de alimentos produzidos sem agrotóxicos para a alimentação escolar – atualmente a lei prevê 30% deste consumo nas escolas.

Além disso, o documento defende a proibição de agrotóxicos já banidos em outros países e que apresentam graves riscos à saúde humana e ao ambiente assim como proibir a pulverização aérea de agrotóxicos.

O cientista defende ainda a suspensão de isenções de ICMS, PIS/PASEP, COFINS e IPI concedidas aos agrotóxicos. “A tendência no Brasil é liberalizar ainda mais o uso de agrotóxico, só no Congresso Nacional existem mais de 40 projetos de lei neste sentido. Nós estamos pagando para ser envenenados”, criticou Carneiro.

 

Curso de Aperfeiçoamento / Especialização em Educação e Permacultura para a Sustentabilidade em Unidades de Conservação

Depois de um curto, porém proveitoso encontro, na noite de sexta (27/04/2012), com o grande Arquiteto Descalço Johan Van Lengen, iniciamos nossa longa e profunda jornada de imersão, discussões, aprendizagens, vivências, compartilhamentos, encontros e reencontros permaculturais. No primeiro final de semana do curso, demos início a socialização dos conteúdos com a disciplina Desenho Integrado de Comunidades Sustentáveis – Um estudo de caso da Sabiaguaba. Contamos com a participação dos Mestres da vida e Doutores Acadêmicos Prof. Dr. Oriel Herrera Bonilla e Prof. Dr. Jeovah Meireles, que compartilharam conosco conhecimentos sobre o Pensamento Analítico e Sistêmico, Ecologia, Permacultura e Zoneamento Ecológico e Permacultural da Sabiaguaba (Plano de Manejo do Parque Natural Municipal das Dunas de Sabiagaba – PNMDA e da APA de Sabiaguaba).

Parte da turma.O curso conta com a participação de representantes de diversas instituições que já desenvolvem, difundem e vivenciam a Permacultura no Ceará, como a irmandade do Núcleo de Estudos e Práticas Permaculturais do semiárido -NEPPSA, Instituto de Permacultura e Ecovilas do Ceará – IPC, Instituto Nordeste Cidadania – INEC, Maloca Sustentável, A Cura do Planeta e nós (Dudu Fontenele e Tiago Silva) do Grupo de Permacultores de Sobral. Outras instituições estão se inserindo ou sendo inseridas nesse processo, são elas: Secretaria do Meio Ambiente de Fortaleza – SEMAM, Conselho de Políticas e Gestão do Meio Ambiente – CONPAM, Secretaria da Educação – SEDUC, Centro de Desenvolvimento Humano – CDH e Serviço Social do Comércio – SESC. Não posso deixar de citar a galera da Comunidade de Sabiaguaba, Abreulândia e Gereberaba, membros do intitulado Grupo Estratégico de Articulação Comunitária. Peço desculpas se deixei de citar alguma instituição. Melhor seria publicar os nomes desses guerreiros, mas fica para a próxima já que preciso do consentimento para tal.

Na hora do caféNa hora do café

Um dos diferenciais desse curso é a integração entre as metodologias acadêmicas e as  do Gaia Education, trabalhando em módulos a Visão de mundo e cultura da sustentabilidade, o Social, o Ecológico, o Econômico e o Acadêmico. Além das partes teóricas, também serão desenvolvidas práticas nas comunidades inseridas na APA da Sabiaguaba.

Nosso próximo encontro será entre os dias 18 e 20 de Maio de 2012, quando teremos a disciplina de Fundamentos da Educação Biocêntrica – Celebração da Vida e Arte.

Até lá.

Aula com Johan Van Lengen Moes e Peter Dylan Van Lengen Moes

As aulas da especialização serão realizadas uma vez por mês, às sextas, sábados e domingos. abaixo a imagem de um jovenzinho espontaneamente distribuindo flor para cada uma das pessoas que estavam presente, olhando de forma penetrante  no fundo do olho e sem palavras perguntava: Como você está? E dependendo da reação, ele escolhera a flor flor referente à pessoa, ao que ela precisa. Questionado porque estava fazendo aquilo, distribuindo flores para as pessoas, sua resposta foi a mais direta, simples e amorosa que a crianção pode dar: “Faço isso porque gosto de ver as pessoas felizes!”.

Para ministrar a primeira aula foram convidados o Arquiteto holandês Johan Van Lengen Moes (Autor do Manual do Arquiteto Descalço) e Peter Dylan Van Lengen Moes, Fundador e Coordenador Geral do Instituto TIBÁ, Centro de Permacultura, sediado  no Rio de Janeiro.

Pude perceber ainda mais nesse encontro que na medida em que envelhecemos nos damos conta ainda mais da importância da contação de histórias como instrumento de facilitar o aprendizado das pessoas. Em quase todas comunidades a tradição é preservado através da contação de histórias. É uma forma de conservar a cultura, costumes, lendas, é uma forma de construir significados para as coisas, de dar importância, sentido, a algo simples e que pode fazer toda a diferença na convivência harmoniosa entre as pessoas de um espaço.

Essa foi uma das coisas que deu para tirar de aprendizado na vinda de Johan, apesar de o tempo não ter satisfazido o desejo de tê-lo conversando um pouco a mais na aula. Na fala do Peter em respota a uma pergunta fica claro que a permacultura não vem para fazer transformações, senão essencialmente pessoal. Por mais que se queira desejar construir políticas públicas, voltadas para a recustrução das cidades ou até mesmo do campo, isso será somente mais uma transformação/intervenção espacial realizada pelo ser humano, quando na realidade a tranformação deve ser pessoal, individual, espiritual, interna… Uma mudança de atitudes! Simples assim. E aos pouco ter a possibilidade de encatar, de contagiar, outras pessoas, simplesmente através de pequenas mudanças, e de ser a mudança que você quer para o mundo.

A vinda dessas duas figuras rendeu uma manhã a mais de conversa quando Johan anunciou que queria falar numa reunião menos formal com um grupo de pessoas que se interesse em discutir sobre arquitetura e arte do bom viver. Nesse fiquei mais convicto do quanto esse holandês é gaiato, brincalhão e animado, mas claro sempre com uma grande lição de vida.

O interessante de tudo é que seu vinculo com Fortaleza é muito grande, pois ao chegar no Brasil na década de 60-70 se casou com uma fortalezense e que uma vez ou outra vem visitar a terrinha quente e ensolarada.

Pois bem, foi feito o contato, a ponte, e esperamos que possam retornar em breve para trocar mais uma idéias.

Curso de Especialização em Educação e Permacultura para Unidades de Conservação

Na Universidade Estadual do Ceará – UECE foi iniciada a turma do Curso de Aperfeiçoamento / Especialização em Educação e Permacultura para a Sustentabilidade nas Unidades de Conservação. O curso é realizado pela UECE, em parceria com Secretaria do Meio Ambiente de Fortaleza – SEMAM, em parceria com a Gaia Education Certification Team e  apoio do Banco do Nordeste do Brasil – BNB.

Foram ofertadas 40 vagas, destinadas prioritariamente a representantes Institucionais/comunitários vinculados às Unidades de Conservação, principalmente da Sabiaguaba, graduados e não graduados, com envolvimento e/ou interesse nas Unidades de Conservação. O período da Especialização, parte teórica, será de abril a dezembro de 2012, e a elaboração e defesa de Monografia estão agendadas para o período de janeiro a julho de 2013.

Mais informações ver o edital:

http://www.uece.br/uece/dmdocuments/orienta%C3%A7%C3%B5es%20com%20prorroga%C3%A7%C3%A3o%20curso%20uecegaia.pdf

Quebradores de Coco Babaçu – Serra da Meruoca, Ceará

O babaçu é uma das mais importantes representantes das palmeiras brasileiras, distribuindo-se por mais de 18 milhões de hectares em todo o Brasil. É constituído por um conjunto de seis espécies de palmeiras do gênero Orbignia, sendo as mais importantes O. speciosa e O. oleifera. Como espécie típica precursora, alastrou-se espontaneamente por uma grande área nos estados do Maranhão, Tocantins, Goiás, Pará e Piauí, vindo a constituir maciços muitos densos chegando a ter mais de mil indivíduos por hectare (DOS SANTOS & PASTORE JÚNIOR, 2003).

É uma planta que faz parte vegetação secundária, ou seja, a partir do momento que ocorre o desmatamento, seguido do fogo, para o plantio de roçados, a germinação de seus frutos é potencializada.

As plantas de babaçu se desenvolvem bem em regiões de clima quente, e ocorrem principalmente nos estados do Maranhão, Piauí, Mato Grosso e áreas isoladas dos estados do Ceará, Pernambuco e Alagoas. São encontradas também na Bolívia, Guianas e Suriname. A propagação da planta é feita através de sementes. No Ceará é comum encontrar babaçu nas regiões da Ibiapaba, Araripe, Serra do Baturité e Serra da Meruoca.

Na região da APA da Meruoca é muito comum encontrar essa palmeira, principalmente, na região norte da Serra, em alguns distritos dos municípios de Massapê e Meruoca. Segundo dados do IBGE o município de Meruoca tem capacidade para produzir mais de 20 toneladas de amêndoa/ano, quase 5% da produção de amêndoas do estado. Porém a produção de amêndoa vem caindo a cada ano, devido, principalmente:

Baixo preço que é pago aos quebradores, entre 0,80 e 1,00 real/kg de amêndoa;

Falta de organização dos quebradores;

Ausência de assessoria técnica;

Falta de equipamentos para processamento da amêndoa e da massa (mesocarpo);

Debilidade no aproveitamento integral do coco, haja vista que de tudo se aproveita;

Contudo o babaçu foi e ainda é uma fonte de renda para as famílias que moram em regiões mais isoladas na Serra da Meruoca. É comum escutar de agricultores (as) que criaram seus filhos através do babaçu, lógico que associado com outras atividades como roçado de milho e feijão, farinha de mandioca, castanha de caju, banana e a caça. O babaçu em algumas comunidades na serra faz parte das vidas das pessoas, devido suas inúmeras utilizações e os benefícios:

Fruto

Uma árvore leva entre 15 e 20 anos para produzir o fruto – de cem quilos de coco quebrado aproveitam-se de oito a dez quilos de amêndoas.

Polpa

É oleosa e farinácea, contendo de 3 a 5 sementes.

Folhas

Medem cerca de 8 metrosde comprimento, e crescem em forma de arco;

Flores

Sua cor é entre creme e amarela, e ficam aglomeradas em longos cachos; cada palmeira pode apresentar até 6 cachos.

Produtos

A árvore produz mais de sessenta derivados e tudo é aproveitado:

Mesocarpo

Parte intermediária ou polpa: ingrediente para ótimos pratos da culinária local; a farinha, mais conhecida como pó de babaçu, tem propriedades terapêuticas, como será visto adiante;

Epicarpo (uma das camadas da casca);

Depois de preparado, pode servir como combustível para os habitantes das comunidades rurais, substituindo a lenha.

Óleo

Usado para cozinhar, fazer margarina, sabão, sabonete e xampu;

Palmas (ou folhas) e cocos;

Fabricam-se redes, tapetes, peças de artesanato, jóias.

Palha

Serve para cobertura de casas e confecção de cercas e é matéria-prima para fazer papel e sacos.

Casca do coco

Depois de devidamente preparada, é usada como fonte de energia (combustível). Essa prática, geralmente, é feita à noite, devido ao fato de a fumaça que produz ser um eficiente repelente contra insetos; também produz: etanol, metanol, coque, carvão reativado, gases combustíveis, ácido acético e alcatrão, de grande aplicação industrial.

Caule da palmeira jovem

Produzem palmito e uma seiva que é transformada em vinho, depois de fermentada

Amêndoas ainda verdes

Depois de raladas e espremidas, se junta um pouco d’água e passa-se por um pano fino, dando como resultado um leite vegetal de grande capacidade nutritiva idêntica a do leite humano. É muito usado na culinária como tempero para carnes e peixes em geral, ou ingerido ao natural, em substituição ao leite animal, com grandes vantagens.

Adubo

Depois de apodrecido e também serve de alimento para animais.

Biomassa

Pode gerar o equivalente a 105 Mw (2% da matriz energética nacional), a partir das cerca de mil toneladas de cascas por ano, devido ao aproveitamento de, aproximadamente, 120 mil toneladas de castanhas de babaçu, segundo tese de doutorado de Engenharia Mecânica da Universidade Estadual de Campinas (SP), feita pelo Dr. Marcos Alexandre Teixeira.

Composição

Contém amido, vitaminas e sais minerais diversos.

Indicações Terapêuticas

A farinha do Mesocarpo ou pó do babaçu tem propriedades anti-inflamatórias e analgésicas, é rica em fibras, portanto, ótima para combater prisão de ventre, colite e obesidade, pois torna o fluxo intestinal mais eficiente.

Algumas fontes:

http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/babacu/babacu-3.php