Espiral de Ervas – Escola – Zona 1

O espiral de ervas é quase que uma marca registrados de uma casa ou propriedade de um permacultor.

O espiral é um padrão comum na natureza e foi utilizado nesse sentido para produzir ervas de interesse medicinal, condimentar e aromático, otimizando o espaço e considerando fatores ambientais, como: clima (precipitação, temperatura, luz solar, atmosfera), solo, plantas, animais e o ser humano.  Ainda contempla aspectos como diversidade, consórcios, efeito de bordas, microclimas e drenagem (IPAB, 2003).

Para se planejar a construção de um espiral de ervas é necessário ter conhecimento do design, que é básico para se fazer todo e qualquer tipo de intervenção. A partir dele se formam a zonas que basicamente podem ser compreendidas em: 1, 2, 3, 4 e 5. Nesse caso é importante destacar a Zona 1, que é a que mais tem movimento e dinâmica humana, com maior gasto de energia e necessidade de atenção e visitação. É local da moradia, oficinas, produção de hortaliças, ervas medicinais, condimentares e aromáticas, minhocário, reservatórios de água de consumo humano (cisternas e caixa d’água), composteiras e criação de pequenos animais, como, abelhas sem ferrão, coelho, preá, etc.

Para construir o espiral são os mais diversos possíveis e de preferência que sejam funcionais, reutilizados ou reciclados, de baixo custo, não poluentes e que deixe o espiral esteticamente bonito, como: pedras, madeiras, bambu, telhas, tijolos, enfim, o material que achar mais prático, conveniente, mas sempre levando em consideração os princípios acima.

Para isso é necessário:

Ferramentas – pá, enxada, chibanca (picareta), carrinho de mão, kit de jardinagem;

Substrato – terra, composto, adubo, palhada (carnaúba, capim seco, folhas secas em geral);

Plantas – mudas de espécies de seu interesse adaptadas às condições climáticas, em geral: hortelã, manjericão, gengibre, capim santo, cidreira, alecrim, agrião, etc.

Outros materiais – jornal, papelão, etc.;

Abaixo segue o passo a passo por imagem de um trabalho feito com alunos do ensino fundamental da Escola Educar SESC em Sobral, utilizando como estrutura do espiral de ervas telhas, já que era um material abundante dentro da escola e que pouco estava sendo utilizado.

Passo 1. Escolher um local relativamente plano e estudar o posicionamento do sol (nascente, poente) ventos e direcionamento das chuvas.

Passo 2. Fazer a marcação do espiral, desenhar forma para fazer a escavação já que o material seria telhas e seria necessário cavar um pouco para fixá-las no chão.

Passo 3. Fazer a escavação contando com a colaboração dos alunos. Enquanto se cava os alunos vão retirando a areia e parte da vegetação.

Passo 4. Fincar as telhas de forma que fiquem rígidas, lembrando que na base onde será mais úmido a escavação deve ser mais profunda

Passo 5. Completar o espaço com substrato (areia, terra, composto e palhada).

Passo 6. Plantio das ervas de seu interesse. Nesse caso foram plantadas espécies que já tinham e algumas foram trazidas de casa pelos alunos. Lembrando que deve-se considerar a necessidades das plantas tanto por luz, como por água e vento. Aqui nocaso foram plantadas do topo da espiral para sua base: manjericão, erva ciderira, malva santa, capim santo, malvarisco, chambá, hortelã e menta.

Passo 7. Cuidar e aproveitar bastante o lindo e funcional espiral de ervas.

 

Vale lembrar que os espaços entre as telhas servem como abrigo de animais que irão fazer o controle biológico do espaço. Encontramos diversos animais, até mesmo caranguejeiras que foram muito bem tratadas. Uma prova de que podemos conviver em harmonia com a natureza e facilitar o aprendizado das crianças com conteúdos de ciências e a prática ambiental.

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Curso de Design em Permacultura -PDC em Yvy Porã, SC.

Recomendamos esse curso!

Jorge e Suzana formam um casal bem engraçado, além de serem excelentes profissionais, bastante comprometidos com a permacultura, são educadores bastante experientes .

Vale muito a pena conferir essa formação!!!

O primeiro PDC de Yvy Porã será realizado na semana Santa, entre os dias 31 de março e 8 de abril de 2012.

Mas o que é um curso PDC? Acreditamos em CAPACITAR as pessoas para tornarem-se agentes e autores das mudanças para suas vidas e para o planeta. A filosofia que nos embasa é a PERMACULTURA, uma visão sistêmica que engloba ferramentas que vão desde a produção de alimentos, construções naturais, tratamento de efluentes, uso de energias limpas…  O Curso de Design em Permacultura, chamado no mundo todo pela sigla PDC, é uma profunda imersão em conceitos, filosofia e metodologia de design. Uma pessoa que sai deste curso, depois de 9 dia com possibilidades, leva muitas dúvidas, mas também muitas ideias… Leva ferramentas e sobretudo um olhar a vida, o mundo e a natureza como sendo parte de um sistema complexo.

Data

31 de março à 8 de abril de 2012- semana Santa.

Local

Estação de permacultura de Yvy Porã- São Pedro de Alcântara – SC

Carga horária

80 horas , incluindo a elaboração do design.

Certificação

Este PDC é certificado pelos permacultores Jorge Timmermann e Suzana Maringoni.

Preço

R$ 650,00 ( seiscentos e cinquenta reais)

Inclui alimentação e alojamento em barracas ou nos quartos da Casa mãe de Yvy Porã. Esta estrutura é de uma casa antiga,  em fins do processo de restauração, mas bastante simples.

Pagamento

30% na inscrição e o restante no início do curso. Este valor não será devolvido no caso de cancelamento da inscrição, podendo, no entanto, ser transferido a outra pessoa.

Inscrição

suzana@permacultura.org.br

http://yvypora.wordpress.com/2012/02/06/primeiro-pdc-na-casa-da-montanha/